sábado, 8 de junho de 2013

atividades estruturas geológicas



Atividades: estruturas geológicas 

1.     A estrutura geológica da superfície terrestre constitui o embasamento do modelado do relevo, em contínuo processo de transformação. São grandes estruturas geológicas, EXCETO:
a) Os escudos cristalinos ou maciços antigos, resultantes da solidificação do material magmático e da ascensão de suas formações rochosas até a superfície.
b) As bacias sedimentares, de formação antiga ou recente, resultantes da ação destrutiva da erosão sobre os maciços e da posterior deposição do material erodido sobre áreas rebaixadas ou de sedimentação em períodos mais recentes.
c) Os dobramentos modernos, originados do entrechoque de placas, formando os episódios mais recentes de acomodação tectônica.
d) Os círculos de fogo, formadores de áreas de elevada instabilidade tectônica, com elevada incidência de atividade vulcânica, terremotos e maremotos.
resposta:[D]
2.     Tratando-se da estrutura geológica do Brasil, todas as afirmações a seguir são verdadeiras, EXCETO:
a) as grandes estruturas do país são formadas por escudos cristalinos e por bacias sedimentares
b) a parte central da Amazônia é formada por rochas que compõem uma extensa bacia sedimentar
c) recursos naturais como petróleo, gás natural e carvão mineral ocorrem nos escudos cristalinos
d) as grandes reservas de águas subterrâneas se localizam em rochas porosas das bacias e coberturas sedimentares
resposta:[C]
  
3.     Verifique se estão corretas as afirmações relativas ao mapa a seguir, que mostra a distribuição espacial dos vulcões ativos e dos terremotos do globo.
(imagem abaixo)

I - As mais importantes zonas vulcânicas e de sismicidade ativas do planeta correspondem às áreas de formação recente.
II - A maior concentração de vulcões ativos e de terremotos do planeta se dá ao redor do Oceano Pacífico, no chamado "Círculo de Fogo".
III - As áreas de escudos cristalinos também apresentam um elevado número de vulcões ativos e de terremotos, principalmente no interior dos continentes.
Está(ão) correta(s):
a) apenas a afirmativa I
b) apenas a afirmativa II
c) apenas as afirmativas I e II
d) apenas as afirmativas II e III
e) as afirmativas I, II e III
resposta:[C]

4.     Bacias sedimentares são depressões dos antigos escudos que receberam sedimentos dos próprios escudos. Os recursos minerais típicos destas formações são:
a) ferro e níquel.
b) carvão mineral e petróleo.
c) ouro e manganês.
d) bauxita e cassiterita.
e) cobre e petróleo.
resposta:[B]

5.     A formação inicial do planeta Terra envolveu o resfriamento e a solidificação do magma que produziu o primeiro material sólido da Terra - as rochas ígneas. Os outros tipos de rocha são uma derivação dessas. Vários processos fazem parte da formação das rochas sedimentares e metamórficas. Julgue os seguintes itens, considerando a dinâmica da crosta terrestre e sua relação com os tipos de rochas.

(1) Atualmente, a formação de rochas ígneas não ocorre mais.
(2) As rochas sedimentares resultam da deposição de material desintegrado, decomposto de outras rochas.
(3) Os escudos cristalinos ocupam todo o território brasileiro, o que limita a descoberta de petróleo no país.
(4) A crosta terrestre possui uma dinâmica, sendo os vulcões e os terremotos provas desse fato.
resposta:F V F V
  
6.     O relevo terrestre é decorrente da atuação de duas forças: as internas, que são as geradoras das grandes formas estruturais do relevo, e as externas, que são as responsáveis pelas formas esculturais do mesmo.
Com relação a esse tema, considere as afirmativas a seguir.

I - As forças internas ativas são chamadas de tectônicas e provocam movimentos epirogenéticos e orogenéticos.
II - As macroformas estruturais do relevo terrestre são representadas por cadeias orogênicas, bacias sedimentares, depressões, escudos e planaltos.
III - O intemperismo químico é mais atuante nos climas quentes e úmidos, sendo pouco significativo nos climas desérticos.
Quais estão corretas?
a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas I e III
d) Apenas II e III
e) I, II e III
resposta:[C]

7.     As zonas sísmicas do globo estão associadas:
a) às áreas de contato das placas tectônicas.
b) à presença de estruturas geológicas muito antigas.
c) à formação das bacias sedimentares.
d) aos escudos cristalinos ou maciços antigos.
e) aos dobramentos antigos.
resposta:[A]
  
8.     As reservas petrolíferas estão relacionadas a um tipo de formação geológica. Indique, corretamente, esse tipo de formação.
a) Escudos cristalinos.
b) Bacias sedimentares.
c) Dobramentos cenozóicos.
d) Placas tectônicas.
e) Aluviões quaternários.
resposta:[B]

9.     O relevo corresponde às formas assumidas pelo terreno após serem moldadas pela atuação de agentes internos e externos sobre a crosta terrestre. Sobre o relevo brasileiro, é correto afirmar:
(01) Nunca houve atividade vulcânica no território brasileiro, considerando que não há nenhum vulcão em atividade.
(02) Apresenta escudos cristalinos de formações rochosas antigas datadas do Pré-Cambriano.
(04) Em decorrência da pouca diversidade de formação geológica do território brasileiro, há um predomínio de planaltos e planícies.
(08) Há pouca incidência de processos erosivos, considerando que o relevo brasileiro é, em sua maioria, de formação geológica antiga.
(16) A distância do território brasileiro dos limites da Placa Tectônica Sul-Americana garante-lhe maior estabilidade geológica.
resposta:02 + 16 = 18

10.  Sobre os domínios geológicos e naturais da Terra, pode-se afirmar, corretamente, que
a) no Brasil há evidente primazia dos domínios dos escudos cristalinos e das bacias sedimentares.
b) as maiores reservas de combustíveis fósseis são encontradas nos domínios dos escudos cristalinos.
c) as deficiências tecnológicas de países latino-americanos justificam a não exploração de recursos naturais nas plataformas oceânicas.
d) as bacias sedimentares são mais antigas do que os terrenos do embasamento cristalino, sob o ponto de vista geológico.
resposta:[A]
  
11.  (Enem 2012) As plataformas ou crátons correspondem aos terrenos mais antigos e arrasados por muitas fases de erosão. Apresentam uma grande complexidade litológica, prevalecendo as rochas metamórficas muito antigas (Pré-Cambriano Médio e Inferior). Também ocorrem rochas intrusivas antigas e resíduos de rochas sedimentares. São três as áreas de plataforma de crátons no Brasil: a das Guianas, a Sul-Amazônica e a do São Francisco.
ROSS, J.L.S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edus, 1998.

As regiões cratônicas das Guianas e a Sul-Amazônica têm como arcabouço geológico vastas extensões de escudos ristalinos, ricos em minérios, que atraíram a ação de empresas nacionais e estrangeiras do setor de mineração e destacam-se pela sua história geológica por

a) apresentarem áreas de intrusões graníticas, ricas em jazidas minerais (ferro, manganês).
b) correspondem ao principal evento geológico do enozoico no território brasileiro.
c) apresentam áreas arrasadas pela erosão, que originaram a maior planície do país.
d) possuirem em sua extensão terrenos cristalinos ricos em reservas de petróleo e gás natural.
e) serem esculpidas pela ação do intemperismo físico, decorrente da variação de temperatura.
resposta:A.

12.   Observe as paisagens para responder à questão.
(imagem abaixo)

A topografia e os detalhes do terreno permitem afirmar que a paisagem I
a) é geologicamente mais nova que II.
b) foi formada por fatores diferentes de II.
c) pode ser modificada pela ação humana e assumir o aspecto de II.
d) tem origem e formação semelhante a II.
e) constitui uma fase de transição para o II.

resposta:[B]












quinta-feira, 6 de junho de 2013

Atividades do ensino médio.

Atividades
1. O que são e como se originam as formas de relevo?
2. Qual a diferença entre estrutura e forma de relevo?
3. Defina planalto, planície e depressão.
4. Caracterize o relevo brasileiro, segundo a classificação de Jurandyr Ross.
5. O que é plataforma continental e qual é a sua importância econômica?  


Respostas 1. Relevo são as formas visíveis das estruturas do terreno, ou seja, aquilo que podemos observar na paisagem. Essas formas – a sua fisionomia- originam-se a partir da ação de agentes internos (forças tectônicas), assumindo as características atuais em decorrência da ação dos agentes externos ou erosivos (intemperismo).
2. A estrutura do relevo corresponde à sua base geológica, à composição e a idade das rochas, ou seja, à sua fisiologia, que compõe o substrato que sustenta as formas ou fisionomia do relevo.
3. Planalto: relevo acidentado ou aplainado em que predominam processos erosivos. Planície: relevo relativamente plano, em que predominam processos de sedimentação. Depressão: relevos aplainados, com suave inclinação e mais baixos que o entorno, em que predominam processos erosivos.
4. No território brasileiro, os terrenos cristalinos possuem formação geológica antiga e estão bastante desgastados pela erosão. Já os terrenos sedimentares são de idades geológicas recentes. De um modo geral, o território apresenta altitudes modestas (como vimos na tabela da página 98) e não existem cadeias montanhosas de formação recente.
5. A plataforma continental constitui a continuação do continente abaixo do nível do mar. A estrutura geológica continental termina no talude, com distância variável da costa. Ela apresenta grande importância econômica, por conter bacias sedimentares onde se encontram jazidas de petróleo, como as de Campo (RJ) e Santos (SP), além de ser o local do relevo submarino mais rico em espécies marinhas importantes para a atividade pesqueira.


  fonte: MOREIRA, João Carlos.; SENE, Eustáquio de. Geografia geral do Brasil, volume 1, são Paulo: Scipione, 2010.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Quem foi Osama?

De fã de faroeste a líder terrorista, saiba quem foi Osama bin Laden
Bin Laden montou rede terrorista a partir de experiência no Afeganistão.
Na última década, seu paradeiro foi objeto de intensa especulação.
Do G1, em São Paulo, com agências
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O líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, morto neste
domingo (1º) (Foto: AP)
Osama bin Laden nasceu em de 1957, em Riad, na Arábia Saudita, filho de Muhammad bin Laden, um magnata do setor de construção, de origem iemenita. Ao contrário de outros irmãos mandados para estudar no Líbano, teve a maior parte da sua educação na própria Arábia Saudita.
Até os 14 anos de idade, levou a vida de um típico filho da elite local, submetido a influências culturais de base não-islâmica: futebol e histórias de faroeste estavam entre seus passatempos favoritos, de acordo com biógrafos. Ainda na escola, passou por uma transformação ao ter seus primeiros contatos com integrantes da Irmandade Muçulmana, grupo de militância ativa em países de base árabe-islâmica.
Na Universidade de Jeddah, onde, já casado, ingressou em 1976 para estudar economia, Osama aprofundou o envolvimento com o ativismo islâmico. Segundo biógrafos, data desta época o interesse dele pelos escritos de Sayyid Qutb, ideólogo egípcio da ala mais radical da Irmandade Muçulmana.
OSAMA BIN LADEN

A partir da invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979, as afinidades ideológicas de bin Laden com o radicalismo islâmico se transformaram em ação efetiva. Já nos anos 1980, Osama conheceu em Jeddah um dos maiores propagandistas da causa afegã, o xeque palestino Abdullah Azzam, doutor em jurisprudência islâmica pela respeitada Universidade al-Azhar, do Cairo. Inspirado por Azzam, bin Laden passou a auxiliar no recrutamento de voluntários para a luta no Afeganistão, chegando a abrigá-los em seu próprio apartamento em Jeddah.
Até pisar no Afeganistão, em 1984, Osama fez uma série de viagens para o Paquistão, sem cruzar a fronteira. De acordo com biógrafos, essa relutância se devia não apenas às recomendações das autoridades sauditas, que temiam que ele fosse usado como um troféu no caso de captura pelos soviéticos, mas também pela oposição da mãe, que temia pela segurança do filho.
Num movimento que coincidiu com a progressiva virada na guerra afegã, alimentada pelo influxo de armas, dinheiro saudita e apoio dos serviços de inteligência americano e paquistanês, Osama bin Laden finalmente passou a frequentar o campo de batalha, no topo de um grupo de jovens voluntários árabes – embrião do que mais tarde, em 1988, um ano antes da retirada soviética, viria a ser conhecido como "al-Qaeda", "A Base".
Em 1989, voltou à Arábia Saudita. Após o estouro da guerra do Golfo em 1991, criticou a família real por ter autorizado o desembarque de soldados americanos em território saudita, "a terra dos dois locais sagrados" (Meca e Medina). Essa oposição, que o afastou mais ainda do restante da família e do establishment saudita, fez com que ele fosse declarado persona non grata no seu próprio país.
Isolado, transferiu-se para o Sudão em 1992, de onde passou a "administrar" supostos campos de treinamento e a emitir decretos religiosos (fatwas) contra os EUA e a monarquia saudita. Esses decretos acabaram lhe custando a nacionalidade saudita, da qual foi privado em 1994. Dois anos depois, seus novos anfitriões cederam às pressões americanas e da ONU, e pediram a bin Laden que fosse embora do país. De lá, voltou para o Afeganistão, onde colocou em operação outros campos de treinamento e reforçou a retórica antiamericana.


Imagem de 1998 mostra Osama após seu retorno ao Afeganistão (Foto: AP)
A ação mais espetacular que lhe foi atribuída antes do dia 11 de setembro foi um ataque contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia, no dia 7 de agosto de 1998, que causou 224 mortos e milhares de feridos. Três meses depois, foi acusado nos EUA por assassinato e complô com intenção de matar norte-americanos no exterior.
No dia 11 de setembro de 2001, dezenove terroristas ligados à rede de Osama bin Laden desviaram três aviões para realizar atentados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, em Washington. Um quarto avião desviado cai na Pensilvânia. Cerca de 3 mil pessoas morreram. Em contraste com outros atentados, como aquele contra o navio americano "USS Cole" no Iêmen, em outubro de 2000, Bin Laden iria além de exaltar os executores e clamaria responsabilidade pela ação.

Antes dos atentados em 2001, Osama bin Laden
já estava na lista dos 10 criminosos mais
procurados pelos Estados Unidos
Essa demonstração máxima de força da al-Qaeda viria a tirar de seu líder o pouco da liberdade de movimento que ainda retinha. O Afeganistão, seu refúgio, foi atacado em outubro de 2001 por forças anglo-americanas, no deslanchar de uma guerra ainda não encerrada. Com uma recompensa de US$ 25 milhões por informações que levassem a sua captura, Osama bin Laden passou a figurar publicamente apenas em mensagens de áudio e em mais raras aparições em vídeo, em cenários como cavernas.
As especulações sobre seu destino (e, de fato, sobre sua própria vida) se arrastavam desde 2001. Osama ora estava morto, ora vivo, ora no Afeganistão, ora no Iêmen, ora no Paquistão – onde, de acordo com os EUA, enfim morreu.
De acordo com o FBI, equivalente americano da Polícia Federal, Osama era conhecido pelos seus seguidores como "emir", "xeque-guerreiro" e "diretor", entre outros títulos. Ele estava na lista de mais procurados pelo país há 12 anos.

Morte de Osama

EUA temiam que Paquistão avisasse Bin Laden sobre o ataque, diz CIA
Diretor da agência disse que aviso prévio poderia colocar a missão em risco.
Americanos mataram o líder da al-Qaeda em ação militar na véspera.

Os Estados Unidos não informaram previamente o Paquistão da operação contra o terrorista Osama bin Laden por acreditar que este país poderia alertar o líder da al-Qeada sobre o ataque iminente, afirmou nesta terça-feira (3) o diretor da CIA, Leon Panetta, em uma entrevista à revista "Time".
O diretor da principal agência de inteligência dos EUA disse ainda que foi decidido "que qualquer esforço por trabalhar com os paquistaneses poderia colocar em risco a missão: eles poderiam alertar aos objetivos".
O fato de as autoridades paquistanesas não terem sido avisadas gerou mal-estar entre os dois países.
O Paquistão afirmou nesta terça que não foi avisado da operação, mas dividia informações sobre o complexo de Bin Laden com a CIA desde 2009.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fidel Castro se afasta da liderança do Partido Comunista de Cuba

O irmão dele, Raul Castro, continuará como primeiro-secretário do Partido Comunista e presidente do país. Já Fidel passa a ser um simples delegado, com direito a voto.

A ilha comunista de Cuba viveu, nesta terça-feira (19), um dia histórico. Nesta semana, completam-se exatamente 50 anos da invasão da Baía dos Porcos. Foi uma tentativa fracassada dos Estados Unidos de derrubar o então presidente Fidel Castro.
E, nesse clima simbólico de aniversário, Fidel anunciou a aposentadoria oficial, desligando-se da liderança do Partido Comunista cubano. De Washington, o correspondente Luis Fernando Silva Pinto conta que a ilha também vai passar por reformas econômicas.
Fidel Castro foi ovacionado pelos mil integrantes do Congresso. Ele e o irmão, Raul, estão no comando absoluto da ilha há mais de meio século, desde a Revolução Comunista de 1959, mas agora só um permanecerá oficialmente na ativa.
Raul Castro continuará comandando o país como primeiro-secretário do Partido Comunista e presidente de Cuba. Fidel passa ser um simples delegado, com direito a voto, um pedido dele próprio. Ele já havia se afastado do poder em 2006, quando ficou gravemente doente.
Mais de 300 reformas foram aprovadas no Congresso, principalmente na área econômica. Os cubanos vão poder comprar e vender seus imóveis e também abrir negócios. As cadernetas que controlam a comida subsidiada que os cubanos compram, serão abolidas e a produção de alimentos em fazendas particulares será incentivada.
Mas a sociedade cubana não vai se abrir para o capitalismo, assim como fez a China. Quem garantiu foi o próprio Raul Castro.
E os jovens da ilha continuarão distantes do poder. Raul Castro tem 79 anos. O vice que assumiu nesta terça é o octogenário linha-dura José Machado Ventura. A partir de agora, eles não poderão permanecer no cargo por mais de dois mandatos seguidos de cinco anos cada. Mas isso significa que poderão estar no governo até chegar perto dos 90 anos.


terça-feira, 15 de março de 2011

Entenda o terremoto que atingiu o Japão

Entenda o terremoto que atingiu o Japão
Tremor de 8,9 de magnitude ocorreu às 14h46 no horário local.
Tsunami atingiu a maior ilha do arquipélago japonês.
Do G1, em São Paulo
Às 14h46 (horário local; 2h46 em Brasília) desta sexta-feira (11) um terremoto de 8,9 graus de magnitude atingiu o arquipélago do Japão. Foi o mais forte terremoto registrado no Japão e o sétimo na história do mundo
Clique na figura para ampliar.


Fotos: terremoto e tsunami no Japão -
Tremor de magnitude 8,9, o pior da história do país, foi seguido por terremotos secundários e gerou maremotos.

Crise na Líbia

Crise na Líbia: rebelião ou guerra civil?
Especialistas duvidam de conflito prolongado como o que ocorre em outros países da África
Vinte e oito dias após Mohamed Bouazizi ter ateado fogo ao próprio corpo, e com isso detonado a revolta na Tunísia, o presidente Zine al-Abidine Ben Ali fugiu para o exílio na Arábia Saudita.
Foram necessários apenas 18 dias de protestos nas ruas para forçar o presidente Hosni Mubarak a deixar o poder no Egito e fugir para o balneário de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho.
Na Líbia, o coronel Muamar Khadafi prometeu 'lutar até a última bala'.
Os rebeldes, que agora sentiram o gosto da liberdade, estão igualmente determinados - ainda que drasticamente menos bem armados.
'Acho que vai ser uma batalha longa', diz o professo George Joffe, especialista em Líbia do Centro de Estudos Internacionais em Cambridge. 'E não vai ser bonita', vaticina ele.
Até o momento, a Líbia é uma terra dividida. Uma rachadura corre através do país, entre a metade oeste da Líbia, controlada em grande parte por Khadafi, e a parte leste, que se revoltou em primeiro lugar contra ele, no mês passado.
A linha de frente da batalha no leste muda aqui e acolá ao longo da estrada costeira que corre pelo país - grande e rico em petróleo. Mas, em grande parte, a linha de frente se encaixa em uma divisão que tem raízes na História líbia.
Divisões históricas
A bandeira que agora tremula no leste - e em áreas do oeste sob controle da oposição - é a da monarquia. O rei Idris, que foi derrubado por Khadafi em 1969, vem da região leste da Cirenaica. Nos tempos romanos, a Líbia estava dividia entre a Cirenaica, no leste, Tripolitânia, no oeste, assim como por Fezzan, no Sul.
O povo originalmente nômade da Cirenaica tem uma história de rebeliões. E as políticas implementadas por Khadafi fomentaram seu ressentimento.
'Khadafi conseguiu antagonizar com o povo da Cirenaica ao negligenciar a região', diz Joffe.
Mas, a longo prazo, segundo o professor, a Líbia não deve permanecer dividida. 'Todos agora se sentem líbios', diz ele. 'Os líbios não querem um país dividido e Khadafi não vai tolerar isso. Acho que, no fim, vai haver um golpe interno contra ele'.
Por enquanto, Khadafi luta com todas as forças contra os rebeldes. Mas Richard Dowden, autor e diretor da Royal African Society, não acredita que o conflito na Líbia se encaixe no padrão de outras guerras civis africanas.
'A idéia de uma guerra civil prolongada como a que existe no Congo parece improvável, por conta do território do país', diz ele. 'A Líbia é (feita de) áreas urbanas e deserto, não há onde se esconder. Então é uma equação simples. Quanto poder de fogo você tem?'
Ou o quanto você está preparado para usar? Khadafi não mobilizou todo poder de suas forças armadas. Mas o ataque a Zawiya, a oeste de Trípoli, marca uma escalada significativa de seu contra-ataque. No leste, ele também vai querer garantir que a cidade portuária petrolífera de Ras Lanuf esteja firmemente sob controle do governo.
'O petróleo é chave, porque gera todas as divisas que a Líbia tem', diz Joffe.
'Ras Lanuf é um dos principais pontos de carregamento, então controla quem tem o dinheiro do petróleo. Mas acho que o regime tem recursos suficientes para se manter por alguns meses'. À medida que a comunidade internacional tenta resolver sobre como responder à crise, Joffe alerta que 'não há boas opções' para uma intervenção.